Uma forma simples e despretensiosa de expor o que há no coração. Não é escrita querendo reconhecimento. É simplesmente escrita de cor.
sábado, 20 de agosto de 2011
Ela
"Seus cabelos compridos não eram cuidados para que lhe secassem as lágrimas; mas para que o vento pudesse se sentir envolvido ao beijá-la, e houvesse algo de dança em seu caminhar. A alegria é autossuficiente. Para banhar-lhe o rosto já existia a chuva. E só."
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Effatá
Bom seria se, todos os dias, a gente pudesse acordar e perceber que se tem muitos amigos em volta.
Amigos que te lembrassem, com carinho, de que alguém tem planos pra sua vida, todos levando até a felicidade; pessoas que querem navegar conosco, não importa a tempestade. Afinal, é o calor do fogo que faz o vaso ser forte e resistente.
Bom seria se todo carinho fosse assim, tão à flor da pele. Se todas as tardes fossem de música e houvesse sempre um coro empenhado em ser mais e mais forte. Destinado a ser ouvido!
Mas chega o dia em que é preciso deixar novas pessoas assumirem esse coro. O dia de aprender a cantar em outra margem...
E então eu digo, bom mesmo é ter a certeza de que esses amigos possuem o mapa do seu país.
Obrigada a todos pelo carinho, pelas homenagens, pelos elogios, pela amizade.
Foram dez anos de felicidade!
Jamais me esquecerei.
Cuidem bem desse jardim para que continue dando excelentes frutos.
Cuidem da continuação.
Contínua-ação.
Amigos que te lembrassem, com carinho, de que alguém tem planos pra sua vida, todos levando até a felicidade; pessoas que querem navegar conosco, não importa a tempestade. Afinal, é o calor do fogo que faz o vaso ser forte e resistente.
Bom seria se todo carinho fosse assim, tão à flor da pele. Se todas as tardes fossem de música e houvesse sempre um coro empenhado em ser mais e mais forte. Destinado a ser ouvido!
Mas chega o dia em que é preciso deixar novas pessoas assumirem esse coro. O dia de aprender a cantar em outra margem...
E então eu digo, bom mesmo é ter a certeza de que esses amigos possuem o mapa do seu país.
Obrigada a todos pelo carinho, pelas homenagens, pelos elogios, pela amizade.
Foram dez anos de felicidade!
Jamais me esquecerei.
Cuidem bem desse jardim para que continue dando excelentes frutos.
Cuidem da continuação.
Contínua-ação.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Apontando os ponteiros
Se, para Caetano, é o senhor do destino, para mim o tempo não passa de um mero determinador de datas exatas para cada movimento meu no mundo. Talvez pareça que me refiro a ele com um quê de insignificância; e talvez eu o faça, mas com o simples intuito de brincar com o poder que não cabe a mim, nem ao inventor do primeiro esboço do que viria a ser um relógio.
Acredito que seja o momento de alguém dar à sociedade a má notícia de que ela também não possui poder algum quando se fala dele. Quem é que pode dizer a uma pessoa o momento certo de sair de casa, viajar, casar, ter filhos ou qualquer coisa do gênero? Se o ser vivo nasce, cresce, se reproduz e morre, e não podemos determinar o momento em que acontece o alfa e o ômega, deixe que eu decida quando realizar meus betas e gamas.
Seja Cronos ou Deus ou a Mãe-Natureza, o que chamo aqui de 'datas exatas' será sempre condicionado a uma vontade que não nossa, é verdade. Mas me desculpe, Caetano, quem comanda meu destino, nesse desenrolar de segundos, sou eu!
Acredito que seja o momento de alguém dar à sociedade a má notícia de que ela também não possui poder algum quando se fala dele. Quem é que pode dizer a uma pessoa o momento certo de sair de casa, viajar, casar, ter filhos ou qualquer coisa do gênero? Se o ser vivo nasce, cresce, se reproduz e morre, e não podemos determinar o momento em que acontece o alfa e o ômega, deixe que eu decida quando realizar meus betas e gamas.
Seja Cronos ou Deus ou a Mãe-Natureza, o que chamo aqui de 'datas exatas' será sempre condicionado a uma vontade que não nossa, é verdade. Mas me desculpe, Caetano, quem comanda meu destino, nesse desenrolar de segundos, sou eu!
sábado, 5 de março de 2011
Portifolia
Há uns dias que eu ouço.
O tambor do meu corpo
começa a bater.
As minhas alegrias,
como alegorias,
ao entardecer
Aprendem a dança
se jogam na ânsia
de se divertir.
É que quando toca o pandeiro
todo brasileiro
começa a sorrir.
O tambor do meu corpo
começa a bater.
As minhas alegrias,
como alegorias,
ao entardecer
Aprendem a dança
se jogam na ânsia
de se divertir.
É que quando toca o pandeiro
todo brasileiro
começa a sorrir.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Carteado
E numa arrumação dentro das gavetas de mim,
encontrei esta carta que, um dia, tão carinhosamente, te escrevi.
Tão empoeirada que já nem reconhecia a cor da tinta,
mas não me esqueci da melodia dos versos.
Hoje leio na saudade de quando eras minha
todas as palavras que nem soube te dizer
e todas as que, impensadamente, te disse.
Hoje sei que muitas das letras que encorpam uma carta
foram mesmo feitas para não serem vistas;
que os olhos são meios falhos de enxergar o mundo,
mas funcionam bem quando se quer mostrar a alma;
e que, quando se toca uma alma, não se sai sem deixar marcas.
Dobro, hoje, este papel novamente
pensando se um dia ele tocará suas mãos.
Pensando se ainda poderei sentir o perfume dos teus cabelos longos,
da tua pele...
Eis o encanto do tempo. O que ele me trará eu não sei.
Na verdade, já nem sei se vivi você, morena,
ou se te criei.
encontrei esta carta que, um dia, tão carinhosamente, te escrevi.
Tão empoeirada que já nem reconhecia a cor da tinta,
mas não me esqueci da melodia dos versos.
Hoje leio na saudade de quando eras minha
todas as palavras que nem soube te dizer
e todas as que, impensadamente, te disse.
Hoje sei que muitas das letras que encorpam uma carta
foram mesmo feitas para não serem vistas;
que os olhos são meios falhos de enxergar o mundo,
mas funcionam bem quando se quer mostrar a alma;
e que, quando se toca uma alma, não se sai sem deixar marcas.
Dobro, hoje, este papel novamente
pensando se um dia ele tocará suas mãos.
Pensando se ainda poderei sentir o perfume dos teus cabelos longos,
da tua pele...
Eis o encanto do tempo. O que ele me trará eu não sei.
Na verdade, já nem sei se vivi você, morena,
ou se te criei.
domingo, 14 de novembro de 2010
Não calem os calos!
Uri vivia em um pequeno vilarejo e não conseguia um trabalho que fosse julgado digno por sua comunidade. Vivia muito triste, mas alimentava sua família - seu pai havia adoecido uns anos antes. Culturalmente, a população daquele vilarejo obrigava todas as pessoas que pudessem denegrir a imagem do lugar a usarem uma fita, muito forte, amarrada ao pulso. Depois do primeiro roubo (um pedaço grande de pão), Uri foi agarrado e recebeu a tal 'marcação'.
Desde então, anos se passaram. A época era outra já. Uri conheceu um empresário muito rico numa feira do lugar. Vendo a facilidade de comunicação dele, o empresário convidou Uri para trabalhar com ele em seu novo négocio. Uri nunca tinha tido nenhuma oportunidade parecida durante toda a sua vida. Aceitou de pronto!
Com essa nova vida, Uri começou a ver o mundo de outra forma. Saiu do vilarejo; conheceu novas pessoas. Depois do primeiro mês trabalhando, ele descobriu que poderia tirar a fita que era forçado a usar. A notícia trouxe um brilho aos olhos dele de que nem se lembrava mais. Mas, para retirar a fita, ele deveria visitar um monge no alto de uma colina, próxima ao vilarejo.
Na manhã seguinte, Uri acordou muito cedo, colocou uma roupa limpa e saiu de casa, rumando a colina. Caminhou por horas, embaixo de sol forte, até que avistou a entrada de um pequeno bangalô. Enxugou o suor da testa antes de entrar - queria estar apresentável. Imaginava ver uma pomposa porta, mas encontrou uma cortina fina cobrindo a entrada. Passou por ela e encontrou um senhor, pele ressecada, olhos úmidos. Sentou-se em frente a ele. "O que te trouxe aqui deve ser uma excelente razão", disse o senhor, "é uma subida difícil". "Eu fui liberado do uso desta fita", disse Uri, mostrando o pulso, "disseram que eu viesse aqui". "Ah sim... Só um minuto". O homem se levantou, foi até uma prateleira e trouxe uma tesoura brilhante. Ao sentar-se novamente, a manga de suas vestes se levantou e Uri viu um pedaço de pano de cor diferente, muito viva. "O senhor usa essa fita!?" perguntou, assustado. "Mas como isso é possível se o senhor é quem pode tirá-la de mim?" "Sim, eu tiro a fita dos outros, mas não pretendo tirar a minha." Uri ficou abismado. Jamais sentiu felicidade igual ao dia em que descobriu que poderia olhar para todos no vilarejo de frente. "Mas, senhor, perdoe-me a intromissão. Como o senhor se sente podendo não carregar mais o peso de ser diferente e, mesmo assim, optando por continuar com a fita?" O velho homem levantou-se, pegou a tesoura e cortou a fita do pulso do rapaz. Um sorriso nasceu no rosto de Uri. "Olhe seu braço", disse o senhor. Uma marca havia no pulso de Uri por causa dos muitos anos sob o sol, usando a fita. "Não importa que você se vista diferente, que pareça com todos os outros. O que vivemos ficará marcado em nós para sempre. São essas marcas que nos transformam em quem somos hoje. As experiências da vida são pessoais e intransferíveis. Quem não tem marcas é por que não viveu, decidiu ficar em casa assistindo a vida passar. E, por isso, eu mantenho a fita."
Desde então, anos se passaram. A época era outra já. Uri conheceu um empresário muito rico numa feira do lugar. Vendo a facilidade de comunicação dele, o empresário convidou Uri para trabalhar com ele em seu novo négocio. Uri nunca tinha tido nenhuma oportunidade parecida durante toda a sua vida. Aceitou de pronto!
Com essa nova vida, Uri começou a ver o mundo de outra forma. Saiu do vilarejo; conheceu novas pessoas. Depois do primeiro mês trabalhando, ele descobriu que poderia tirar a fita que era forçado a usar. A notícia trouxe um brilho aos olhos dele de que nem se lembrava mais. Mas, para retirar a fita, ele deveria visitar um monge no alto de uma colina, próxima ao vilarejo.
Na manhã seguinte, Uri acordou muito cedo, colocou uma roupa limpa e saiu de casa, rumando a colina. Caminhou por horas, embaixo de sol forte, até que avistou a entrada de um pequeno bangalô. Enxugou o suor da testa antes de entrar - queria estar apresentável. Imaginava ver uma pomposa porta, mas encontrou uma cortina fina cobrindo a entrada. Passou por ela e encontrou um senhor, pele ressecada, olhos úmidos. Sentou-se em frente a ele. "O que te trouxe aqui deve ser uma excelente razão", disse o senhor, "é uma subida difícil". "Eu fui liberado do uso desta fita", disse Uri, mostrando o pulso, "disseram que eu viesse aqui". "Ah sim... Só um minuto". O homem se levantou, foi até uma prateleira e trouxe uma tesoura brilhante. Ao sentar-se novamente, a manga de suas vestes se levantou e Uri viu um pedaço de pano de cor diferente, muito viva. "O senhor usa essa fita!?" perguntou, assustado. "Mas como isso é possível se o senhor é quem pode tirá-la de mim?" "Sim, eu tiro a fita dos outros, mas não pretendo tirar a minha." Uri ficou abismado. Jamais sentiu felicidade igual ao dia em que descobriu que poderia olhar para todos no vilarejo de frente. "Mas, senhor, perdoe-me a intromissão. Como o senhor se sente podendo não carregar mais o peso de ser diferente e, mesmo assim, optando por continuar com a fita?" O velho homem levantou-se, pegou a tesoura e cortou a fita do pulso do rapaz. Um sorriso nasceu no rosto de Uri. "Olhe seu braço", disse o senhor. Uma marca havia no pulso de Uri por causa dos muitos anos sob o sol, usando a fita. "Não importa que você se vista diferente, que pareça com todos os outros. O que vivemos ficará marcado em nós para sempre. São essas marcas que nos transformam em quem somos hoje. As experiências da vida são pessoais e intransferíveis. Quem não tem marcas é por que não viveu, decidiu ficar em casa assistindo a vida passar. E, por isso, eu mantenho a fita."
sábado, 30 de outubro de 2010
Alma em 140 caracteres
Uso poético do twitter.
Compilarei, aqui, algumas das frases que escrevo lá.
Uso sempre a hashtag #tweetpoesia depois de cada frase.
Espero que gostem.
"Pra mim, toda alegria é louca, toda dor é excrucitante e todo amor é pra sempre. Até que se acabem."
"Sou muito falante. É que tenho medo de que meu silêncio fale demais por mim."
"Eu ando descalço. Gosto de sentir o caminho. Só assim posso saber por onde não devo andar."
"Se a vida for um grande concerto que a gente vai aprendendo os acordes, eu te pergunto: me concede esta dança?"
"O monstro que vive no meu armário é aquele de olhos verdes." (based on Shakespeare)
"Não nasci pro ringue. Quem quiser torcer por mim, que me procure antes que soe o gongo."
"As fotos mais bonitas são aquelas imagens capturadas pela nossa retina, com a lente do coração"
"Que os erros de amanhã sejam novos e as alegrias, renováveis"
"It's ok if you don't want to walk right next to me, but try not to turn my traffic lights into red all the time." #poetrytweet
"Cante uma canção pra sua alma hoje. Diga a ela que você está aberto a viver e se deixar crescer."
"Não se iluda com mudanças. O que a gente tem dentro hoje nada mais é do que o mesmo de antes, visto sob uma nova ótica."
"Eu acredito no amor acima de tudo. Só não sei se ele já acredita em mim."
"Nunca é muito cedo ou tarde demais.Tudo acontece no tempo em lhe é devido.Sem questionamentos.Sem controle algum."
"Como precisar o que se precisa? As vontades e as necessidades se confundem num surreal jogo sem muitas precisões."
"E enquanto ela dança, o balanço dos seus cabelos negros faz minhas ideias se enroscarem..."
"Eu sou do mundo! Meu trabalho diário é o de serrar as grades com que, às vezes, eu mesmo me prendo. "
"Peço, com a chegada dessa primavera, que uma flor se abra só pra mim e me envolva com seu perfume até que o verão me derreta."
Compilarei, aqui, algumas das frases que escrevo lá.
Uso sempre a hashtag #tweetpoesia depois de cada frase.
Espero que gostem.
"Pra mim, toda alegria é louca, toda dor é excrucitante e todo amor é pra sempre. Até que se acabem."
"Sou muito falante. É que tenho medo de que meu silêncio fale demais por mim."
"Eu ando descalço. Gosto de sentir o caminho. Só assim posso saber por onde não devo andar."
"Se a vida for um grande concerto que a gente vai aprendendo os acordes, eu te pergunto: me concede esta dança?"
"O monstro que vive no meu armário é aquele de olhos verdes." (based on Shakespeare)
"Não nasci pro ringue. Quem quiser torcer por mim, que me procure antes que soe o gongo."
"As fotos mais bonitas são aquelas imagens capturadas pela nossa retina, com a lente do coração"
"Que os erros de amanhã sejam novos e as alegrias, renováveis"
"It's ok if you don't want to walk right next to me, but try not to turn my traffic lights into red all the time." #poetrytweet
"Cante uma canção pra sua alma hoje. Diga a ela que você está aberto a viver e se deixar crescer."
"Não se iluda com mudanças. O que a gente tem dentro hoje nada mais é do que o mesmo de antes, visto sob uma nova ótica."
"Eu acredito no amor acima de tudo. Só não sei se ele já acredita em mim."
"Nunca é muito cedo ou tarde demais.Tudo acontece no tempo em lhe é devido.Sem questionamentos.Sem controle algum."
"Como precisar o que se precisa? As vontades e as necessidades se confundem num surreal jogo sem muitas precisões."
"E enquanto ela dança, o balanço dos seus cabelos negros faz minhas ideias se enroscarem..."
"Eu sou do mundo! Meu trabalho diário é o de serrar as grades com que, às vezes, eu mesmo me prendo. "
"Peço, com a chegada dessa primavera, que uma flor se abra só pra mim e me envolva com seu perfume até que o verão me derreta."
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