
Quando me encontrei, percebi que já não me conhecia mais.
Não havia mais aquela barba branca,
tampouco os olhos caídos de outrora.
Não se percebiam mais os ombros recolhidos
nem mesmo a expressão de cansaço.
O espelho, porém, ao me olhar, via tudo como antes
e não compreendia tamanha surpresa no olhar refletido.
Era mudança de dentro pra fora. Aquela causada pela alegria de descobrir a lágrima doce que lubrifica o espelho da alma.
E esses espelhos comuns... Ah! Eles não refletem nada!